Saúde mental, Sociedade

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Em uma nota técnica publicada em 2021, o Ministério da Saúde do Brasil mapeou e registrou os principais fatores de risco para transtornos mentais de acordo com a linha de vida de uma pessoa.

Mesmo sabendo que são diversos os fatores que podem compor e influenciar algum tipo de sofrimento psíquico ou transtorno mental, foi possível identificar variáveis macroestruturais que afetam desde o momento da concepção até o envelhecimento.

A lista apresentada a seguir não é definitiva ou definidora, sendo apenas um mapeamento claro de momentos de atenção em cada fase da vida. Veja:

Concepção

  • Herança genética
  • Infecções perinatais

Gestação

  • Privação de sono
  • Abuso de substâncias

Infância

  • Desnutrição
  • Abuso sexual
  • Baixo suporte emocional

Adolescência

  • Maior nível educacional
  • Negligência
  • Abuso de drogas
  • Experiências traumáticas
  • Alterações hormonais
  • Autoimagem negativa

Vida adulta

  • Puerpério
  • Conflitos conjugais
  • Gestação indesejada
  • Baixo nível socioeconômico
  • Falta de relações interpessoais

Terceira idade

  • Desequilíbrios hormonais
  • Perda de autonomia
  • Doenças crônicas

Tal mapeamento também deve ser considerado em uma perspectiva político-econômico-social, visto que grupos em condição de vulnerabilidade e interseccionados apresentam riscos ainda maior.

Neste sentido, alguns fatos que podem complementar os fatores de risco são:

  • Mulheres grávidas, mães, mães solteiras, viúvas, vítimas de abusos ou violência doméstica;
  • Homens em zonas de conflito com a polícia ou com o tráfico, jovens em risco de detenção, sequestro ou alvos do tráfico;
  • Crianças (zero a 18 anos) separadas dos pais, abandonadas, que sofrem negligências (incluindo órfãos), recrutadas ou usadas por grupos de milícias, traficadas, infratoras da lei, que exercem trabalho perigoso, que vivem ou trabalham nas ruas;
  • Idosos em processo de fragilização ou institucionalizados;
  • Pessoas em risco de violações de direitos humanos;
  • Grupos estigmatizados, população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros, Queer, Intersexuais, Assexuais e demais variações de sexualidade e gênero (LGBTQIAPN+) e profissionais do sexo;
  • Pessoas em situação de extrema miséria, refugiados, migrantes em situações irregulares e vítimas de tráfico humano;
  • Pessoas que tenham sido expostas a eventos extremamente estressantes ou traumáticos;
  • Familiares em primeiro grau de pessoas com transtornos mentais graves.

Todos os fatores somados são importantes e devem ser considerados para o enfrentamento dos transtornos mentais na sociedade. Somente uma rede estruturada de apoio, considerando serviços públicos e da sociedade civil organizada, poderá, um dia, reduzir o nível de risco que todos nós estamos submetidos.

 

Artigo escrito por Mauricio Corsetti.

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