Eu sou uma pessoa que possui como princípios inegociáveis: a intuição, a coragem, os amores, a corporalidade e a multipotencialidade – valores que são alinhavados pelo fio da integralidade.
Encontrei minha autoexpressão através das cores e formas do vestir, a moda sempre foi a minha arte. No entanto, no meio do caminho, entendi que o mercado corporativo pode ser insalubre e desfavorável para a saúde mental, então fui em busca de outros olhares. Comecei um caminho duplo de cuidado e formação, fazendo Arte Integrativa na Faculdade Anhembi Morumbi, me tornei analista de orientação junguiana e avancei para a Psicologia.
Minha jornada pelo mundo da psicologia se iniciou em 2010 como paciente. Na época, fazia quase um ano que eu tinha conquistado uma vaga dos sonhos e trabalhava numa grande multinacional do ramo da moda. Eu via a minha carreira de estilista se consolidar ao passo que não entendia o porquê da sensação frequente de tristeza, esgotamento, rejeição e desvalorização naquele ambiente de trabalho – tinha dias que levantar para trabalhar, era um esforço impossível de se precisar.
A psicoterapia começou a ajudar no reconhecimento de mim: entender quais eram as minhas frustrações com relação ao ambiente, entender minhas respostas automatizadas, meus padrões de repetição, a origem da tristeza, e a criar estratégias de crescimento pessoal através da psicoeducação e fortalecimento de meus quereres-vontades.
Meu olhar estava voltado para o autoconhecimento, para meu interior, então, ao olhar para fora, eu permanecia em foco. Foi neste momento que retomei a realização de um sonho interrompido por dois anos, a pós graduação em Arte Integrativa. O curso proporcionava o aprofundamento de conhecimentos teóricos e práticos da arte por intermédio de diferentes formas de expressão, para mostrar como a atividade artística é central em processos de transformação e como pode romper fronteiras sob a perspectiva interdisciplinar de integração das diferentes áreas do conhecimento humano (psicologia, semiótica, filosofia, antropologia, pedagogia, psiquiatria) e/ou de diferentes modalidades da arte e dos processos terapêutico, educacional e artístico.
Embora a arte também tenha sentido terapêutico, foi em 2011, que tive os primeiros contatos com a formação terapêutica em si, me apaixonando pela Psicologia Analítica com a utilização da escrita criativa como atividade terapêutica. A moda me constitui como pessoa e a Psicologia Analítica criou um espaço para integração de meus diversos saberes, amores e encantos.
A multidisciplinaridade me colocou frente a frente aos padrões sociais que me atravessam, que tentam me moldar através do imaginário cultural ou que ditam uma verdade única, um caminho linear. Foi através dela que me instiguei a questionar esses padrões e a buscar meu caminho singular através da busca pela minha originalidade e espontaneidade.
Experienciei o medo da transição de carreira, o medo da dificuldade financeira, de começar tudo novamente, a sensação de que “meu tempo já passou” – permitindo que o sonho da psicologia ficasse adormecido até o início da pandemia, quando todos nós encaramos a morte de frente e vimos milhares de pessoas pelo mundo falecerem.
Por isso, acredito na multipotencialidade como propulsora das quebras de padrões que nos trazem novos olhares e/ou ampliam nossas percepções. Nesse meio tempo, e com foco nos meus quereres e desejos, fui tirando os sonhos do papel. Me formei analista de orientação junguiana e finalizei o curso de psicologia.
Ao longo dessa estrada, encontrei diferentes abordagens, como o Psicodrama e Existencialismo, que me proporcionaram novas formas de enxergar o processo terapêutico e, através da intuição, orientar minhas escolhas de maneira genuína. Esse percurso influenciou profundamente minha prática clínica, que se dedica às questões afetivas, tanto no contexto de relações de casal e familiares, quanto nos desafios relacionados à carreira e à transição profissional, além de lidar com os silêncios e silenciamentos que afetam as mulheres. Me especializo em Orientação de Transição de Carreiras e Psicologia Organizacional, buscando sempre integrar a uma perspectiva inclusiva e antirracista.
A psicologia que defendo é sul-americana, com um olhar atento à importância das relações interpessoais na construção do sujeito, reconhecendo a profunda influência sociocultural que se manifesta nessas interrelações.
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